segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Resíduos Sólidos/Os Lixões do Tráfico


TRAFICANTES CONTROLAM LIXÕES CLANDESTINOS

Essa triste notícia vem estampada na primeira página do Jornal O Globo de hoje: o bando cobra  R$ 40 reais de cada caminhão que despeja resíduos em Gramacho. Aterros sanitários ilegais funcionam às margens da Baía de Guanabara, na mesma região onde funcionou o extinto (2012) Aterro de Gramacho, o maior da América Latina.
De acordo com a Coordenadoria de combate à crimes ambientais (CICCA), vinculada á SEA (Secretaria Estadual do Ambiente) e à prefeitura de Caxias, o tráfico controla os cinco  lixões clandestinos no local, cobrando pedágios de caminhões.  "O vácuo do poder público criou uma estrada aberta para o crime"
Um técnico que aferia poços de captação de gás já esteve sob a mira de revolveres. É possível ver a incidência de lixo avançando sobre o bosque de manguezal, que foi iniciativa do biólogo Mário Moscatelli. Sem a gestão adequada, sem uma política de inclusão para os catadores, o que sobrou foi um bairro abandonado (Jardim Gramacho), que ironicamente  tem o nome de "jardim". Estamos esperando por um grande projeto do governo federal para a mudança desse cenário. São vinte mil moradores que sobrevivem no local, onde há hoje 21 cooperativas de catadores, a reciclagem emprega quase quinhentas pessoas, 60% menos que havia antes da desativação do aterro (1400 catadores), alertando-se para o fato de que nem todos receberam sua indenizações (R$ 14000,00).
Preocupante é a situação  da empresa Gás verde S.A., que tem a concessão da Refinaria Duque de Caxias (REDUC), vem  lutando para sair dos prejuízos acumulados, devido a ação deficitária no aterro,  O seu contrato com a COMLURB vai até 2027, mas atualmente vem buscando um reequilíbrio financeiro entre as partes. Segundo o diretor Eduardo Levenhagen a captação de gás - 94% metano nocivo á atmosfera - caiu pela metade desde 2013. Eram 4 mil metros cúbicos transferidos á REDUC à princípio, que hoje não passam de 2 mil. É de competência da empresa também o tratamento do chorume, porém em 2010 recebeu um multa de R$ 10,8 milhões por tratamento inadequado do material. Realmente, à cada dia , verificamos que as autoridades apenas estão "enxugando gelo". E na verdade estamos longe de ter legados poderiam ficar para o meio ambiente em detrimento de qualquer evento que pudesse justificar os imensos gastos empreendidos parcialmente. Lamentável.


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Jornal O GLOBO, 03/08/2015, Págs. 1 7.

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