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sábado, 19 de setembro de 2015

CERRADO /INFORMAÇÕES SOBRE OS RECURSOS FLORESTAIS/FOREST INVESTIMENT PROGRAM - FIP


Cerrado terá R$ 60 milhões para pesquisa


Recursos permitirão a coleta informações sobre a importância do bioma para a população e para o combate às mudanças climáticas.

O Cerrado, segundo maior bioma do Brasil, recebeu, no dia 10 de setembro, a doação de R$ 60 milhões (US$ 16,45 milhões), para o levantamento e a divulgação de informações sobre seus recursos florestais. A contribuição integra o Programa de Investimento Florestal (FIP, do inglês Forest Investment Program), vinculado ao Fundo de Investimentos Climáticos (CIF, do inglês Climate Investment Funds) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) será a instituição responsável pelo gerenciamento e execução dos desembolsos.
O projeto, denominado “Informações Florestais para uma Gestão Orientada à Conservação e Valorização dos Recursos Florestais do Cerrado pelos Setores Público e Privado”, será executado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) e prevê a realização do Inventário Florestal Nacional (IFN) nos 11 Estados que compõem o bioma e a consolidação do Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF), uma plataforma, voltada à gestão e disseminação de informações sobre os recursos florestais do país.

ESTIMATIVA
Ao final do projeto, que tem duração de 48 meses, a sociedade terá em mãos estimativas detalhadas quanto à área de cobertura florestal e aos diferentes usos da terra; fragmentação, saúde e vitalidade das florestas; diversidade e abundância de espécies florestais; árvores fora da floresta; estimativas dos estoques florestais (volume e biomassa) e estoques de carbono acima e abaixo do solo; características do solo sob as florestas; manejo de florestas; e ainda dados socioambientais, tais como usos de produtos e serviços da floresta pela população local, além da percepção das comunidades quanto à importância das florestas do bioma Cerrado.
O IFN é uma iniciativa do Serviço Florestal Brasileiro, prevista no Artigo 71 do novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), para levantar informações sobre os recursos florestais do país de forma sistematizada e periódica. Tem como objetivo produzir dados sobre a qualidade e o estado das florestas e dos recursos florestais do país, para fundamentar a formulação, implantação e execução de políticas públicas de desenvolvimento, uso, recuperação e conservação desses recursos.  Os dados são baseados na coleta de dados em campo, em cerca de 15.000 pontos espalhados de maneira sistemática em todo o território nacional.
No início, os inventários visavam principalmente o monitoramento de estoques de madeira. Mas, a partir da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio 92) e do desenvolvimento de novas tecnologias, os inventários florestais nacionais têm ampliado o seu escopo, valorizando a produção de informação sobre outros temas. Dentre os assuntos de maior interesse atualmente estão os estoques de biomassa e carbono, a biodiversidade, a saúde e a vitalidade das florestas, o manejo florestal e a importância social que as florestas desempenham nos dias de hoje.
DISPONIBILIDADE
A realização do Inventário Florestal Nacional (IFN)  tem sido feita por bioma ou Estado, conforme a disponibilidade de recursos financeiros e envolvimento dos Estados. Uma área correspondente a 102 milhões de hectares já foi inventariada. Em cinco Estados e mais o Distrito Federal já foram concluídos os levantamentos de dados em campo (DF, CE, RN, SE, ES, SC).
Além do projeto FIP-Cerrado, encontram-se em andamento mais dois projetos com o mesmo intuito: “Fortalecimento do Marco Nacional de Conhecimento e Informação para Subsidiar Políticas de Manejo Sustentável dos Recursos Florestais” (com o Global Environment Fund - GEF – Food and Agriculture Organization - FAO) e o “Inventário Florestal Nacional no Bioma Amazônia” (com o Fundo Amazônia – Banco Nacional de Desenvolvimento Social -BNDES).
O FIP-CERRADO
Cerca de 5 mil pontos serão visitados para a coleta de dados no bioma Cerrado. Segundo a gerente de Informações Florestais do SFB, Claudia Rosa, o FIP-Cerrado promoverá melhorias na gestão do bioma e contribuirá para a redução das emissões de gases do efeito estufa, a partir da proteção dos estoques de florestas e da promoção do manejo sustentável. “O Brasil não dispõe de informações adequadas sobre seus recursos florestais e essas informações são fundamentais para se estabelecer políticas públicas, de conservação e uso dos recursos”, enfatizou.
Claudia destacou que, a partir do projeto, os tomadores de decisão e a sociedade como um todo terão informações detalhadas sobre os recursos do Cerrado e sobre como eles estão sendo usados pela população. “As informações geradas irão contribuir, entre outras coisas, para a promoção de programas sustentáveis voltados à mitigação de emissões de gases de efeito estufa” explicou.
SOBRE O BIOMA
Segundo dados do MMA, do ponto de vista da diversidade biológica, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. O bioma é lar de 5% de todas as espécies do mundo e comprime 30% da biodiversidade brasileira. Além dos aspectos ambientais, tem grande importância social.
Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e comunidades quilombolas que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade.
No entanto, a expansão da fronteira agrícola e a exploração predatória do material lenhoso para produção de carvão, nas três últimas décadas, causam uma progressiva e excepcional perda de habitat natural. Essa contínua degradação torna o bioma ainda mais vulnerável aos efeitos do aquecimento global. Em razão de sua extensão e da elevada quantidade de carbono fixado tanto em sua biomassa quanto no solo, o Cerrado apresenta papel fundamental na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas decorrentes.

http://mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=1131



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

RESERVA DO GURUPI (MA) / FICALIZAÇÃO


Fiscais adotam nova estratégia para combater a extração ilegal de madeira

Polícia Federal e Ibama concentraram a fiscalização na Reserva do Gurupi.
Fiscais estão incendiando tratores e caminhões usados na extração ilegal.






Segundo o Jornal Nacional de 14/09/20015, fiscais do meio ambiente começaram a adotar uma estratégia nova de combate à extração ilegal de madeira na Floresta Amazônica.
A Polícia Federal e o Ibama concentraram a fiscalização na Reserva do Gurupi, no norte do Maranhão. Numa nova tática, os fiscais estão incendiando tratores e caminhões usados na extração ilegal.
Um caminhão equipado com catracas e cabos de aço para o transporte de madeira foi surpreendido no momento em que entrava na Reserva Biológica do Gurupi, por isso foi destruído pelos fiscais. O motorista conseguiu fugir. Um caçador foi detido com uma espingarda dentro da unidade de conservação e vai responder a processo por porte ilegal de arma e crime contra o meio ambiente.
Os fiscais também encontraram animais silvestres abatidos num acampamento de madeireiros e destruíram um trator e um caminhão carregado de toras. A Polícia Federal classifica a Reserva do Gurupi como “zona vermelha”, por causa do risco de emboscadas.
No fim de agosto, um conselheiro da reserva foi assassinado. Raimundo Santos Rodrigues denunciava a extração ilegal de madeira na Amazônia. Os assassinos ainda não foram identificados.
“Os madeireiros têm um domínio da região muito grande. Qualquer operação aqui demanda uma logística muito grande e muito complicada”, afirmou Romiron Sousa Lima, policial federal.
Oito organizações que atuam em defesa do meio ambiente lançaram um manifesto pelo desmatamento zero. Ele alerta para o risco de secas prolongadas e de queda na produção agrícola. As clareiras deixadas pelos madeireiros nas matas do Maranhão indicam como o país está perdendo as matas nativas da Amazônia.
“Esse suco daqui significa que uma tora foi recém tirada, carreada para a estrada e dali transportada para uma serraria ilegal”, disse Roberto Cabral Borges, coordenador da operação.
Jornal Nacional: Significa que a floresta continua sendo invadida?
Roberto Cabral: Significa que nesse ponto a floresta foi invadida e, justamente, por isso estamos aqui.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/09/fiscais-adotam-nova-estrategia-para-combater-extracao-ilegal-de-madeira.html

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

DIA PARA PRESERVAÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO/COMEMORAÇÃO






O Ministério do Meio Ambiente comemora, nesta quarta-feira (16/09), o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, com a entrega de certificados para empresas do setor de espumas de poliuretano que eliminaram completamente o uso dos hidroclorofluorcarbonos (HCFC) do tipo 141b em processos industriais. Essas substâncias artificiais causam danos à película de gases naturais que serve como um filtro protetor da Terra contra o excesso de raios ultravioletas.
 Durante o evento que será realizado, às 10h, no prédio anexo do MMA, na SEPN 505, na Asa Norte, em Brasília, serão divulgados os resultados da primeira etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs e as ações da segunda etapa, que se inicia a partir do ano que vem.

PROTOCOLO DE MONTREAL

A camada de ozônio localiza-se cerca de 10% na troposfera e 90% na estratosfera, a uma distância entre 10 e 50 km da Terra. Nos anos 1970, cientistas perceberam a sua destruição, e a partir daí as nações se uniram para conter os danos.

Assim, foi criada a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio, que daria origem ao Protocolo de Montreal, tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) assinado por 197 países, considerado um dos melhores exemplos de soluções para problemas ambientais globais.

“Neste evento comemoramos os 25 anos de adesão do Brasil ao Protocolo de Montreal e os 30 anos da Convenção de Viena”, ressalta a responsável pela Gerência de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice.

BROMETO DE METILA

Ela lembra que neste período o Brasil já cumpriu importantes etapas do acordo da ONU, com a eliminação completa dos clorofluorcarbonos, que eram os principais gases causadores da rarefação da camada de ozônio, e do brometo de metila, agrotóxico que ameaçava a saúde dos agricultores.

Magna Luduvice informa que o MMA (Ministério do Meio Ambiente) concluiu o processo de elaboração da segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, que tem como meta a eliminação de 35% do consumo da substância até 2020, e submeteu para apreciação do Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal, atualmente em processo de negociação para aprovação das ações propostas.


http://www.mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=1133



terça-feira, 15 de setembro de 2015

PERDA ANUAL DE ÁREA VERDE NO MUNDO


Brasil é o país com maior perda anual de área verde do mundo, diz relatório da FAO

O nível de desflorestamento global diminuiu em 50% nos últimos 25 anos. Apesar do desmatamento significativo, Brasil é o país com maior demarcação de reservas ecológicas no mundo.




relatório publicado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que 129 milhões de hectares de floresta foram desmatados no mundo nos últimos 25 anos. O estudo cobre 234 países e territórios e foi apresentado terça-feira (8) em Durban, na África do Sul. Segundo o documento “Avaliação dos Recursos Florestais Globais”, o Brasil apresenta a segunda maior área verde do mundo, com políticas de preservação ambiental avançadas, porém, em contraste, registra uma perda anual de floresta significativa.
A África e a América do Sul foram os continentes com maior perda anual de verde entre 2010 e 2015, com 2,8 e 2 milhões de hectares perdidos, respectivamente. Mas o desflorestamento mostra tendências de redução nos últimos cinco anos por meio de áreas de preservação ambiental e planejamento ecológico.
As emissões de gás carbônico vindas das florestas diminuíram mais de 25% entre 2001 e 2015, principalmente pela redução do desmatamento. “A Gestão Florestal tem se desenvolvido ao longo dos últimos 25 anos. Isso inclui planejamento, acesso à informação, legislação e políticas de controle – muitos passos que os países tomaram ou estão tomando”, afirmou o líder da equipe de elaboração do relatório, Kenneth MacDicken.
A Europa, Américas Central e do Norte apresentaram menores demarcações de áreas de reserva ecológica comparando a relatórios anteriores. A Ásia também apresentou menos áreas de preservação ambiental nos últimos cinco anos do que entre 2000 e 1010, mas mostrou aumento em relação à década de 1990.
“Notamos uma mudança positiva, mas precisamos fazer mais. Nós não vamos conseguir ter desenvolvimento sustentável e reduzir os impactos das mudanças climáticas se não preservarmos nossas florestas”, advertiu o diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), José Graziano da Silva. De acordo com a publicação, a ameaça da perda da biodiversidade refletida na perda da floresta primária persiste.
O estudo mostra a importância do verde para a economia global e o meio ambiente. O setor florestal injeta 600 bilhões de dólares anualmente para o produto interno bruto (PIB) mundial e oferece empregos para mais de 50 milhões de pessoas. “Florestas desempenham papel fundamental no combate à pobreza, na garantia da alimentação e para a subsistência. Também contribuem para a purificação do ar e água, a conservação da biodiversidade e combate às mudanças climáticas”, afirmou Graziano.

http://nacoesunidas.org/brasil-e-o-pais-com-maior-perda-anual-de-area-verde-do-mundo-diz-relatorio-da-fao/



segunda-feira, 14 de setembro de 2015

DESERTIFICAÇÃO NO NORDESTE DO BRASIL


DESERTIFICAÇÃO


Um levantamento do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS), da Universidade Federal de Alagoas, mostra que a desertificação mais grave alcança 50.799 quilômetros quadrados, que corresponde a 5,25%  da área do semiárido. Deste total 40.684 quilômetros quadrados são de caatinga.
A Paraíba é o estado com maior número de municípios afetados com a desertificação do solo, que pode torná-lo imprestável. As secas e as ações  do homem (desmatamento, mineração e uso inadequado do solo) são as principais causas do agravamento da situação.






https://www.google.com.br/search?q=degrada%C3%A7%C3%A3o+do+solo+e+desertifica%C3%A7%C3%A3o+no+nordeste+do+brasil&espv=2&biw=1366&bih=599&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0CAcQ_AUoAmoVChMItsKw14brxwIVhoqQCh17jgx9&dpr=1

Jornal Olobo,08/09/2015, Pág. 21

domingo, 13 de setembro de 2015

TEMPO DOS DESLOCAMENTOS

DESLOCAMENTOS CASA/TRABALHO


O tempo do deslocamento casa-trabalho-casa vem crescendo ano após ano nas principais áreas metropolitanas do Brasil. Um estudo do Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), divulgado nesta quarta-feira (09.09), mostra que, considerando os deslocamentos acima de 30 minutos, mais de 17 milhões de trabalhadores demoram, em média, 114 minutos nessas viagens. O tempo perdido nos deslocamentos tem um impacto para a economia, a chamada produção sacrificada, superior a R$ 111 bilhões. 


A pesquisa analisou os dados de 601 municípios em 37 áreas metropolitanas do país. O Rio de Janeiro foi a que apresentou o maior tempo de deslocamento (141 minutos). São Paulo está em segundo lugar (132 minutos). Em relação ao custo, no Rio de Janeiro, deixam de ser produzidos mais de R$19 bilhões (5,9% do PIB metropolitano). Em São Paulo, o prejuízo é de quase R$45 bilhões (5,7% do PIB metropolitano).

O tempo das viagens casa-trabalho-casa na área metropolitana fluminense aumentou 11 minutos em relação a 2011, apesar de o número de pessoas que perdem mais de 30 minutos no trânsito ter caído. Isso significa que, embora uma parcela dos trabalhadores tenha conseguido emprego em locais mais próximos de casa, para os que continuam trabalhando longe, os deslocamentos ficaram ainda mais demorados.

Na área metropolitana de São Paulo, o número de trabalhadores que levam mais de 30 minutos nesses deslocamentos aumentou 4,5%. Já o tempo da viagem aumentou apenas 1 minuto. Isso mostra que os programas de ampliação do sistema de mobilidade urbana (metrô, trens e corredores exclusivos de ônibus) conseguiram absorver parte do impacto de uma maior demanda por transportes. 

Outras grandes áreas metropolitanas registraram aumento do tempo de deslocamento, como Salvador (4,5%), Belo Horizonte (1,5%) e Recife (6,0%). No entanto, Fortaleza (-1,5%) e Porto Alegre (-1,3%) apresentaram queda no tempo das viagens. 

 
http://www.firjan.com.br/…/o-custo-dos-deslocamentos-nas-pr…