sexta-feira, 18 de setembro de 2015

RESERVA DO GURUPI (MA) / FICALIZAÇÃO


Fiscais adotam nova estratégia para combater a extração ilegal de madeira

Polícia Federal e Ibama concentraram a fiscalização na Reserva do Gurupi.
Fiscais estão incendiando tratores e caminhões usados na extração ilegal.






Segundo o Jornal Nacional de 14/09/20015, fiscais do meio ambiente começaram a adotar uma estratégia nova de combate à extração ilegal de madeira na Floresta Amazônica.
A Polícia Federal e o Ibama concentraram a fiscalização na Reserva do Gurupi, no norte do Maranhão. Numa nova tática, os fiscais estão incendiando tratores e caminhões usados na extração ilegal.
Um caminhão equipado com catracas e cabos de aço para o transporte de madeira foi surpreendido no momento em que entrava na Reserva Biológica do Gurupi, por isso foi destruído pelos fiscais. O motorista conseguiu fugir. Um caçador foi detido com uma espingarda dentro da unidade de conservação e vai responder a processo por porte ilegal de arma e crime contra o meio ambiente.
Os fiscais também encontraram animais silvestres abatidos num acampamento de madeireiros e destruíram um trator e um caminhão carregado de toras. A Polícia Federal classifica a Reserva do Gurupi como “zona vermelha”, por causa do risco de emboscadas.
No fim de agosto, um conselheiro da reserva foi assassinado. Raimundo Santos Rodrigues denunciava a extração ilegal de madeira na Amazônia. Os assassinos ainda não foram identificados.
“Os madeireiros têm um domínio da região muito grande. Qualquer operação aqui demanda uma logística muito grande e muito complicada”, afirmou Romiron Sousa Lima, policial federal.
Oito organizações que atuam em defesa do meio ambiente lançaram um manifesto pelo desmatamento zero. Ele alerta para o risco de secas prolongadas e de queda na produção agrícola. As clareiras deixadas pelos madeireiros nas matas do Maranhão indicam como o país está perdendo as matas nativas da Amazônia.
“Esse suco daqui significa que uma tora foi recém tirada, carreada para a estrada e dali transportada para uma serraria ilegal”, disse Roberto Cabral Borges, coordenador da operação.
Jornal Nacional: Significa que a floresta continua sendo invadida?
Roberto Cabral: Significa que nesse ponto a floresta foi invadida e, justamente, por isso estamos aqui.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/09/fiscais-adotam-nova-estrategia-para-combater-extracao-ilegal-de-madeira.html

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