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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

CARVÃO ECOLÓGICO

Carvão ecológico: uma alternativa mais sustentável para a região do Semiárido




Carvão e madeira: 30% da matriz energética
BOAS PRÁTICAS//Produção da biomassa de maneira inadequada vem sendo associada, há décadas, ao desmatamento ilegal e à desertificação no País

Por Marta Moraes – Editor: Marco Moreira

A maior parte do carvão vegetal produzido nas áreas suscetíveis à desertificação no Brasil é feita por meio de processos artesanais em carvoarias precárias e, em muitos casos, clandestinas. Normalmente, essas carvoarias funcionam com madeira extraída de forma ilegal.
Diante dessa realidade, a produção do carvão vegetal no Brasil vem sendo associada, há décadas, ao desmatamento ilegal e à desertificação. Mas um novo modelo vem tornando a produção de carvão mais eficiente e em sintonia com a conservação do meio ambiente. É o carvão ecológico, uma atividade sustentável, capaz de gerar lucro sem causar danos à natureza e ao ser humano.

RESPEITO AMBIENTAL

O carvão ecológico nada mais é que o carvão vegetal produzido de forma ecologicamente correta, ou seja, respeitando o meio ambiente na obtenção da matéria prima (lenha), até o produto final, que é feito por um equipamento com uma maior eficiência energética e por meio de um trabalho realizado de forma mais humanizada.
O principal mercado é a indústria de ferro gusa, matéria prima básica para a produção do aço. O carvão entra na liga deste ferro, ou seja, não entra apenas como fonte de calor, mas sim como um componente do produto.

SUSTENTABILIDADE

Para o diretor de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Campello, a produção de carvão vegetal pode e deve ser sustentável. “Para que isso ocorra, temos que entender que o termo sustentabilidade vai além da questão ambiental, passando por questões humanas, sociais e econômicas”, destacou. “Cabe aos produtores de carvão vegetal optar por uma linha de produção mais limpa."
Segundo ele, é fundamental apoiar ações que promovam o uso sustentável dos recursos naturais como alternativa ao desmatamento. “Nas áreas suscetíveis à desertificação, por exemplo, as atividades de promoção ao uso sustentável das florestas são uma alternativa de adaptação às secas que podem promover a segurança alimentar dos rebanhos e da população, a segurança hídrica e energética, além de conservar a paisagem e a biodiversidade”, explica.

MATRIZ ENERGÉTICA

O uso sustentável das florestas por meio de sistemas ecológicos é uma alternativa adaptada que promove a convivência sustentável com a semiaridez e assegura a participação da biomassa na matriz energética da região, colaborando na promoção das fontes renováveis de forma sustentável. “Os biocombustíveis sólidos (lenha e carvão) respondem por 30% da matriz energética do Nordeste e podem ser sustentáveis, de baixo custo e de grande inclusão social”, acrescenta Campello.
A produção de carvão ecológico vem surgindo como uma opção promissora na região do Semiárido. O trabalhador da biomassa renovável está sempre ao ar livre, sem exposição ao pó do carvão, diferente do que acontece no sistema tradicional, no qual o trabalhador entra no forno de barro, com o interior a 70º C, temperatura que ameaça sua saúde. Entre os muitos benefícios da atividade se destacam a baixa emissão de gases na atmosfera, devido à diminuição do consumo de lenha, e a não geração de resíduos nos pátios de produção.
EXEMPLO DE ALTERNATIVA
Desde 2009, Victor Teotônio, de 24 anos, vem trabalhando com a produção de carvão ecológico. Tudo começou com a criação, pelo pai dele, Francisco Teotônio Neto Junior, de um equipamento, patenteado, chamado Carbonizador Metálico Semicontínuo, uma revolucionária forma de carbonização de lenha.
Victor instalou em Emas, no Sertão da Paraíba, a primeira unidade de produção de carvão ecológico do Estado, a Ecocarvão. Ele explora uma área de manejo florestal sustentável, totalmente legalizada e licenciada pelos órgãos ambientais.
Em virtude desse trabalho inovador, em junho desse ano, a Ecocarvão foi certificada no prêmio “DrylandChampions – Eu sou parte da solução”, concedido pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), uma iniciativa da ONU, que conta com o apoio do MMA.

COMO FUNCIONA

Atualmente em sua oitava geração, o equipamento representa uma alternativa barata e sustentável, em termos de aproveitamento e eficiência de recursos florestais, para os produtores de carvão vegetal.
“O modelo se propõe a reduzir consideravelmente o consumo de madeira necessária para processar o carvão. Pode ainda, ser montado e desmontado sempre que necessário, aproximando-se do local de produção, conta Teotonio. Ao contrário dos demais fornos, dispensa o contato de trabalhadores no seu interior durante o preparo e arrumação da lenha que antecede cada fornada”, conta Teotonio.

http://www.mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=1118





terça-feira, 8 de setembro de 2015

PRESERVAÇÃO DE FRUTAS

Estudante encontra solução simples para preservar frutas

O estudante do IFB pretende agora buscar a patente e pesquisar alternativas de automatização do processo para produção, mas garante que a fórmula já pode ser usada por pequenos produtores e donas de casa (foto: NCS/IFB)
Uma solução de baixo custo, a partir de fécula de mandioca e óleo de cravo-da-índia, pode resolver um problema da sociedade moderna, o desperdício de alimentos. A ideia resulta de um ano de pesquisa do estudante Josemar Gonçalves de Oliveira Silva, do campus de Planaltina do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB).

Para obter o resultado, a fruta a ser preservada deve ser mergulhada em solução preparada com a fécula de mandioca e o óleo essencial de cravo-da-índia. O custo de produção do litro é inferior a R$ 5. O preparo é bastante simples. Após a aplicação, o alimento ganha, em média, mais dez dias de vida. Para importação ou transporte dentro do país é um tempo considerável. “Em uma pesquisa, constatei que 40% das bananas colhidas são perdidas por causa de doenças, um número muito alto”, diz o estudante.
Ao realizar testes, Silva observou que não houve o desenvolvimento de doenças nos frutos revestidos. “A fórmula impede o desenvolvimento de micro-organismos, principalmente os fungos”, diz. “Além disso, traz outras melhorias ao alimento, como retardar a maturação, melhorar as características externas e aumentar o tempo de vida de prateleira dos frutos, isso tudo sem alterar as características originais do produto.”
O projeto, Embalagem Biodegradável e Ativa com Função Antimicrobiana para Aplicação em Alimentos, é considerado pelo autor um novo conceito de embalagem. “É o que a gente chama de embalagem ativa, que interage com o alimento controlando determinada característica”, explica.
Patente — Aos 20 anos, Silva cursa licenciatura em biologia. Ele já concluiu os cursos técnicos em agroindústria e em tecnologia em agroecologia. O próximo passo é verificar a patente e pesquisar alternativas de automatização do processo para aplicação em grande escala. O estudante garante, no entanto, que a fórmula está pronta para ser usada. “O pequeno produtor, os revendedores de hortigranjeiros ou até mesmo a dona de casa já podem fazer a aplicação”, salienta. “Para os grandes produtores, a ideia é buscar parceiros para uma produção em nível industrial.” Ele cita a possibilidade de um processo automatizado para grande escala, “com aplicação por spray, com os frutos pendurados ou em esteira e, depois, em uma câmara de secagem rápida”. Em curto prazo, o objetivo é disseminar o conhecimento, ao divulgar a fórmula a pequenos produtores, assentados e revendedores de hortigranjeiros.
Prêmio — Com a pesquisa, o estudante ganhou o prêmio de melhor projeto da 4ª Semana de Produção Científica do Instituto Federal de Brasília e recebeu convite para estágio na Universidade de São Paulo (USP). Silva ganhou destaque também no Fórum Mundial de Educação Profissional, no Congresso Norte e Nordeste de Pesquisa e Inovação e na 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
A professora orientadora do projeto, Heloisa Falcão, mostra orgulho com o desenvolvimento da pesquisa. “Nosso papel de professora orientadora é o de ser facilitadora. O Zeca desempenhou a pesquisa com bastante empenho”, disse.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21596%3Aestudante-encontra-solucao-simples-para-preservar-frutas-&catid=222&Itemid=86

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

AUMENTO DO AQUECIMENTO GLOBAL


Aquecimento climático continua a aumentar, mostra estudo

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Os objetivos de redução dos gases de efeito estufa, anunciados até agora em nível mundial, levariam a um aquecimento climático “bem superior a 2 graus”, limite fixado pela Organização das Nações Unidas (ONU), segundo estudo divulgado hoje (2) em Bonn (Alemanha).
O mundo continua em trajetória de subida de 2,9 a 3,1 graus até 2100, informa o Climate Action Tracker (CAT), organismo que integra quatro centros de investigação e que analisa as emissões e os compromissos dos países, no estudo divulgado paralelamente às negociações preparatórias à Conferência de Paris sobre o Clima.
Os compromissos de redução apresentados pelos governos à ONU “levam a emissões mundiais bem superiores aos níveis necessários para conter o aquecimento em 2 graus” em relação à época pré-industrial, mostra o estudo.
A Conferência de Paris sobre o Clima, marcada para dezembro, visa a obter um acordo para limitar o aumento da temperatura mundial a 2 graus. Segundo os cientistas, um aquecimento além desse limite terá consequências irreversíveis.
Até então, 56 países, responsáveis por cerca de 65% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento climático, entregaram os seus objetivos de redução à ONU.
De acordo com o estudo, para limitar o aumento da temperatura a 2 graus, os governos devem reforçar significativamente os seus objetivos: “devem reduzir em conjunto as emissões mundiais de dióxido de carbono equivalente entre 12 e 15 gigatoneladas  até 2015 e entre 17 e 21 gigatoneladas até 2030”.
As emissões de gases de efeito estufa chegam atualmente a cerca de 50 gigatoneladas.
Sobre os compromissos de 15 países (representando 64,5% das emissões mundiais), o CAT considerou sete “inadequados” (Austrália, Canadá, Japão, Nova Zelândia, Cingapura, Coreia do Sul, Rússia), seis “médios” (China, União Europeia, México, Noruega, Suíça, Estados Unidos) e apenas dois “suficientes” (Etiópia e Marrocos).
“A maioria dos governos que já apresentaram os seus compromissos de redução deve rever os seus objetivos de acordo com a meta mundial mundial e, na maioria dos casos, reforçá-los. Os que ainda estão estabelecendo as metas devem ser tão ambiciosos quanto possível”, lembrou o Niklas Hohne do NewClimate Institute, um centro de investigação membro do CAT.
Os dez principais emissores de gases de efeito de estufa que ainda não divulgaram os seus objetivos são: Índia, Brasil, Irã, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Tailândia, Turquia, Ucrânia e Paquistão. Eles são responsáveis por 18% das emissões em nível mundial.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2015-09/aquecimento-climatico-continua-aumentar-mostra-estudo